segunda-feira, 5 de março de 2012
Pedras.
-Ela a prostituta. Mulher julgada, apontada nas ruas. Coitada da prostituta, ninguém conhece sua história ou ao menos perguntou. Não houve tempo. As pedras atiradas em seu corpo eram atração principal. Quem era aquela mulher, escondida atraz, do lápis de olho, batom vermelho sangue, provocante, quente como o verão. Quem era aquela mulher de vários homens, várias noites, vários bares. Será que foi dinheiro ou vaidade? Nada disso? Eu não sei, não lhe perguntaram. Não houve tempo. Seu corpo atirado ao chão. A povo reunido louvava sua desgraça. Humilhação. Coitada da prostituda. A mulher que só amou um homem. Somente um. E viveu em vão.
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