sexta-feira, 2 de março de 2012
Álbum.
-Lembrei-me daquela menina, ela mesma, a menina do parque, aquela do balanço. E todas as histórias que havia me contado naquela tarde de domingo. Fazia sol, o vento batia em nossa face. Passamos horas ali conversando. Ela me contou daquele certo homem, daquela certa noite, daquele antigo amor. Me contou que em certa lua de alguma estação se apaixonou por um homem. Homem educado e de boa aparência. O homem a quem entregou sua alma, que se fez em laço e se desatou. Aquele que a deixou sozinha. O homem que rasgou sua alma e seu coração. Que a deixou com a missão de todas as manhãs colocar talas nas feridas intermináveis. Arrancar a sangue frio as lascas de carne apodrecidas pelo tempo. Que plantou em seu olhar a semente da tristeza. Que secou seus ossos. Aquele mesmo homem que há fez sorrir. E se foi com outra.
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