sábado, 11 de fevereiro de 2012

Embriagado.

Sábado 05:00 a.m.


-Estou embriagado, não daquela substancia inflamável, aquele tal de álcool etílico. Estou embriagado de paixão, de desejo, completamente chapado, em transe. Tudo começou com pequenas doses e fui me viciando, hoje me vejo completamente dependente e a cura é o próprio veneno quente que corre em minhas veias, em suas veias. E lá estávamos, bêbados, nos afogando em suor e rolando pelos lençóis feito loucos, loucura essa que me deixa  tonto, perde-se o ar. Faz esquecer quem sou, me despir de mim mesmo,despi-lo, e se tornar uno. O melhor dessa dependência é a ressaca, a parte em que o corpo clama por descanso, onde perdemos o sentido. Mas não dura muito tempo logo vem a abstinência, essa vontade louca de me afogar em seu corpo, seu ser, sua alma, que dói nos ossos, músculos e sangra.

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